
Nesta terça-feira (01/07), o Governo Federal revelou a escolha do mascote oficial da COP30. Trata-se do Curupira, figura lendária do folclore brasileiro, agora símbolo da maior conferência climática do planeta, que será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro, no Brasil, em Belém (PA).
O Curupira é conhecido por seus cabelos em chamas e os pés virados para trás, o personagem folclórico representa o papel de guardião das florestas, um símbolo forte para um evento que terá a Amazônia como protagonista. A escolha do Curupira, segundo a organização da COP 30, “reflete o compromisso da presidência brasileira em consolidar ações concretas para a redução das emissões de gases de efeito estufa”.
30ª Conferência das Partes (COP30
A 30ª Conferência das Partes (COP30) será especialmente simbólica: marca os dez anos do Acordo de Paris, firmado em 2015 como resposta global à crise climática.
Em carta à comunidade internacional, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, destacou que as florestas estarão no centro das discussões. “Quando nos reunirmos na Amazônia brasileira em novembro, devemos ouvir atentamente a ciência mais avançada e reavaliar o papel extraordinário já desempenhado pelas florestas e pelas pessoas que as preservam e delas dependem”, afirmou o diplomata.
Um guardião da natureza
Originário da tradição tupi-guarani , em que curumim significa menino e pira, corpo, o Curupira é uma das figuras mais conhecidas da mitologia brasileira. Muito presente na cultura amazônica, ele é descrito como um protetor da mata e dos animais, combatendo a caça e a destruição das florestas. Seus pés invertidos são uma tática para confundir perseguidores.
A presença do Curupira na identidade visual da COP30 reforça o protagonismo da Amazônia e das culturas tradicionais no enfrentamento à emergência climática. “As florestas podem nos fazer ganhar tempo na ação climática durante uma janela de oportunidade que se está fechando rapidamente”, alertou Corrêa do Lago.
