Primeira atleta indígena da América Latina a competir a Te Aito compartilhou experiências e técnicas de remada

Na manhã deste domingo (17/08), a Beira-Mar de Fortaleza foi o local escolhido para a remada de boas-vindas à atleta indígena Nanda Baniwa, que chega ao Ceará para participar, pela primeira vez, do Molokabra 2025, na modalidade V1. O evento é considerado o maior downwind da América Latina. A iniciativa reuniu remadores e comunidade em torno de uma experiência que uniu esporte, cultura e representatividade, marcando a chegada de Nanda ao evento e fortalecendo os laços entre praticantes da modalidade no estado. A remada foi organizada pela equipe de canoa havaiana Cajuínas VA’A (@cajuinas_vaa), com apoio das escolas Escola Elione Sousa e Taíba VAA e com imagens aéreas do Lima @limadronece.

Nanda Baniwa é referência nacional na canoa havaiana, especialmente na categoria V1, e fez história como a primeira mulher indígena da América Latina a se classificar e competir na Te Aito, tradicional prova internacional no Taiti. Agora, encara pela primeira vez as condições de mar e vento do litoral cearense.

A atleta destacou sua emoção de estar em Fortaleza. ”Está sendo um momento de muita felicidade. É a segunda vez que estou em Fortaleza e, desde a primeira vez, as pessoas me receberam muito bem. Sempre foram muito receptivos comigo, de forma genuína. O povo cearense, nordestino, é o povo mais legal e eu me sinto parte daqui. Está sendo uma alegria estar aqui com quem gosta de mim. Sinto que estão felizes com minha presença e isso valoriza a minha representatividade. Isso é importante e me deixa muito feliz”, destacou.

Remada de boas-vindas para a atleta Nanda Baniwa

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Nanda também falou sobre a sua participação no Moloakbra e de como está realizada de participar do evento. “Eu remo desde do finalzinho de 2021 e sempre ouvi falar do Molokabra, que era uma prova muito grande e desafiadora para os remadores. Eu sempre ficava apreensiva, mas chegou um momento que eu queria participar. Comecei a ouvir muita coisa boa sobre o Molokabra , com bons feedback sobre a organização, sobre a segurança e estrutura, e isso despertou interesse e me chamou muito a atenção. Até porque a gente não tem isso no rio, que é cheio de correnteza e é liso, lá não tem downwind. por isso, quis fazer parte do Molokabra e enfrentar esse Downwind. A equipe cajuínas, junto com o Molokabra e apoio do Alexandre, organizaram tudo e deu certo. O Molokabra super me apoiou e agora estamos juntos. É uma felicidade! Por anos eu sonhei em fazer essa prova e agora estou aqui. É uma realização!”, afirma Nanda Baniwa.

Plano de segurança e detalhes da 7ª edição do Molokabra Downwind 2025 são apresentados à imprensa

A manhã de confraternização também incluiu um treino educativo conduzido pela própria Nanda, que compartilhou técnicas de remada essenciais para alcançar melhor desempenho em treinos e competições. A troca de experiências reforçou o espírito do esporte e a valorização da cultura da canoa havaiana no nosso litoral.

Remada de boas-vindas celebra chegada da atleta indígena Nanda Baniwa ao Ceará para o Molokabra 2025

A remada de boas-vindas marca a chegada de Nanda para o Molokabra Downwind 2025, maior evento de downwind da América Latina, que será realizado entre os dias 22 e 31 de agosto, em uma travessia desafiadora nas modalidades de remo, canoagem e à vela, entre as praias de Fortaleza e Cumbuco. O evento chega à sua 7ª edição, reunindo mais de 400 atletas, representantes de 16 estados brasileiros e de 12 países, em uma celebração que une esporte, turismo e a força da cultura oceânica.

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