
Entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, a cidade de Belém, no Pará, na Amazônia brasileira, receberá a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30. Esta será a primeira vez que uma cidade da região amazônica recebe o evento, reunindo líderes mundiais, cientistas, ativistas e representantes da sociedade civil para debater soluções urgentes frente à crise climática que vivemos. A realização no Brasil não é apenas simbólica, coloca nosso país em destaque para que problemáticas ambientais nacionais sejam resolvidas por meio de ações concretas.
A COP ocorre anualmente desde 1995 e é organizada pela Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Foi durante uma dessas conferências que nasceram acordos históricos, como o Protocolo de Kyoto (1997) e o Acordo de Paris (2015), que estabeleceu a meta global de limitar o aquecimento do planeta a no máximo 1,5 °C. Ao longo de quase três décadas, a COP se tornou o principal fórum de negociação climática do mundo.
A COP30 traz um peso maior para o Brasil que, além de ser avaliado pela gestão da realização do evento, também está no centro das atenções por ocorrer em um momento de questionamento referente ao projeto de exploração de petróleo na margem equatorial do Foz do Rio Amazonas.
Isso traz questionamentos sobre justiça climática e preservação das águas brasileiras. Estar atento ao que será discutido e acordado em Belém é essencial para compreender o futuro das políticas ambientais que vão impactar diretamente a vida de todos, principalmente das comunidades ribeirinhas.
Outro ponto muito importante eu deve ser discutido e cobrado na COP 30 é a preservação dos oceanos. Embora muitas vezes esquecidos nas negociações climáticas, os mares são grandes reguladores do clima. Acreditava-se que o pulmão do mundo seria a floresta amazônica, porém, na verdade, o pulmão do mundo fica no oceano. A comunidade científica confirma que o fitoplâncton e as algas marinhas, que vivem nos oceanos, sejam responsáveis por cerca de 50% a 80% da produção total de oxigênio da Terra.
A COP30 deve ampliar o foco na chamada economia azul, na proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros, e na urgência de políticas que barrem e/ ou diminuam a poluição por plásticos e a destruição do meio ambiente oceânico. Acompanhar a COP é fundamental para entender a problemática da mudança climática do planeta e as soluções que devem ser implementadas com urgência.
