Evento reuniu 50 mil pessoas e contou com shows de Vanessa da Mata, Capital Inicial e Alceu Valença

A Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, distante cerca de 75 km de Fortaleza, viveu um final de semana histórico nos dias 12 e 13 de setembro com a realização da 24ª edição do Festival do Escargot. O evento, se consolidou como uma das maiores celebrações culturais e gastronômicas do litoral cearense, atraiu cerca de 50 mil pessoas em dois dias de programação gratuita que fortaleceu turismo, cultura e economia local.
O festival já é tradicional na Taíba e nessa edição contou com atividades em para diferentes polos para vários públicos e idades. O Escargot Kids garantiu a diversão da criançada, enquanto a Feira Empreendedora, na arena Flor do Campo, valorizou a empreendedorismo e produção local. Segundo a Prefeitura de São Gonçalo, cerca de 500 empreendedores locais foram beneficiados direta e indiretamente, entre artesãos, donos de pousadas, bares, restaurantes, mercantis e participantes dos diferentes polos do evento. A proposta reforça a integração entre cultura, turismo e sustentabilidade, pilares que fortalecem a identidade do litoral da Taíba.
A programação cultural contou com shows ao pôr do sol no Mirante, com Ster e Belinho, e apresentações no Beco do Surf, um novo espaço voltado para lazer e feira fixa, com Donaleda e Conduta Positiva, e no palco principal na Praça da Taíba. Além da música, 11 ilhas gastronômicas movimentaram o público, incluindo seis dedicadas à iguaria que dá nome ao festival: escargot.
No palco principal, a sexta-feira (12/09) foi marcada pelas apresentações do cantor, compositor e sanfoneiro cearense Waldonys, que abriu a noite com sua sanfona e muito carisma. Waldonys já figura carimbada no festival e disse em entrevista ao Oceânicos que estava muito feliz de participar de mais uma edição. “É uma honra pra mim estar aqui mais uma vez abrindo a noite do Festival. Eu me sinto em casa aqui e fico muito feliz de participar de mais uma edição histórica”.

Em seguida, o palco recebeu por Vanessa da Mata, que destacou em entrevista ao Oceânicos que estava muito feliz de participar pela primeira vez do festival e elogiou a grandeza do evento: “É um prazer estar aqui pela primeira vez e ver que tudo está muito organizado. As luzes, o palco, tudo muito bonito. Isso é muito prazeroso”, destacou. No decorrer da entrevista, Vanessa frisou que estava feliz de perceber que estava diante de várias gerações e reforçou a importância do acesso democrático à cultura. “Como dizia Gilberto Gil, cultura é como feijão com arroz, é básica e todos devem ter acesso”, afirmou a cantora. A noite ainda trouxe a sonoridade consagrada da banda Tribo de Jah, referência do reggae nacional há mais de quatro décadas.

Vanessa estava à vontade durante a entrevista com a imprensa e ao ser perguntada se conhecia o grito cearense, a cantora fez um pausa e em seguida soltou a caracteriza vaia cearense (Confira o vídeo).
Flávia Martins, fã de Vanessa da Mata, conseguiu fazer uma foto com a cantora e destacou que a edição desse ano foi inesquecível. “Sem duvidas foi o melhor show que vi e esta tudo muito lindo e organizado. Sem dúvidas, essa foi a melhor edição do Festival do escargot”, frisou Flávia.



O sábado (13/09) foi o dia mais esperado e o mais lotado. A praia recebeu o dobro dos visitantes da sexta-feira, segundo a organização. O Mirante recebeu o cantor Belinho e sua banda, com muito samba e pagode, enquanto o reggae ecoou no Beco do Surf com Donaleda e Conduta Positiva. À noite, o palco da Praça foi tomado pela energia de Alceu Valença, que trouxe sucessos de mais de 50 anos de carreira em sua turnê “Alceu Dispor”. Ícone da música nordestina, Alceu encontrou uma praça lotada de diferentes gerações cantando juntas os clássicos das canções nordestinas. No palco, o artista relembrou histórias de composições como “Papagaio do futuro”, que ja criticava a poluição do meio ambiente na década de 70; “Belle de Jour” e “Coração Bobo”, além de falar sobre a hsitoria da “Banda de Pífano Elétrico”, que recebeu esse nome por sugestão de ninguém menos que o rei do baião, Luiz Gonzaga.




Em seguida, Capital Inicial dominou o palco e fez história ao concentrar o maior público do festival do dia. A banda brasiliense emocionou o público celebrando os 25 anos do álbum Acústico MTV e os 40 anos de trajetória do rock nacional. Vários sucessos e músicas que há mais de 10 anos não estavam no setlist entraram, como exemplo “Olhos Vermelhos”. Dinho se mostrou emocionado e disse estar muito feliz de tocar na frente de tantas gerações diferentes: “Muitos de vocês não eram nem nascidos quando fizemos essas músicas e ver vocês aqui com a gente é emocionante”. Kiko Zambianchi e Flávio Lemos, compositores dos primeiros sucessos do Capital Inicial, estavam presentes e foram ovacionados pela plateia. Um dos destaques do show foi a canção “Primeiros Erros”, um clássico da banda, composta por Kiko Zambianchi.







Para encerrar, a noite foi coroada com os clássicos da The Fevers, grupo que marcou gerações desde os anos 1960. Reconhecida por seu papel na Jovem Guarda e por trilhas sonoras que fizeram parte de novelas de sucesso nos anos 1980, a The Fevers transformou a Praça da Taíba em uma grande celebração.
O prefeito Marcelo Teles destacou a grandiosidade da edição: “Tudo foi pensado para que as pessoas tivessem direito à melhor edição de todas. Essa edição entrou para a história e já deixamos o convite para o próximo ano”. A organização confirma que a edição de 2025 já está em planejamento, com a promessa de fortalecer ainda mais o elo entre cultura, turismo e empreendedorismo na Taíba.
O Festival do Escargot 2025 já se consagra como a melhor edição dos últimos anos. Os investimentos em infraestrutura, cenografia, atrações musicais de destaque e programações distribuídas em diferentes polos elevaram o nível do evento e consolidaram a Taíba como palco de uma experiência cultural completa. A régua subiu, e a expectativa é de que a próxima edição seja ainda mais grandiosa, reforçando a tradição do festival e ampliando seu impacto positivo para moradores e visitantes.
Um dos pontos de atenção ficou por conta da mobilidade: o engarrafamento, consequência das vias estreitas da região, trouxe certo transtorno ao público que reclamou da demora e das poucas vagas de estacionamento. Ainda assim, não tirou o brilho da festa, que se consolida como um dos eventos culturais mais relevantes do litoral cearense.
